Limites de teste

02/03/2020
Inovação e ciência
Relatório Anual 2019

Pioneiros em PCR

A reação em cadeia de polimerase (PCR) é um método eficaz para copiar ou “amplificar” pequenos segmentos de DNA ou RNA. Reconhecido com o Prêmio Nobel em 1993, o teste de PCR ainda é o teste NAT mais relevante usado para o diagnóstico de vírus ou bactérias patogênicas.

A reação em cadeia de polimerase (PCR) é um método complexo, mas eficaz para copiar ou “amplificar” pequenos segmentos de DNA ou RNA. Reconhecido com o Prêmio Nobel em 1993, o teste de PCR ainda é o teste de tecnologia de amplificação de ácido nucleico (NAT) mais relevante usado para o diagnóstico de vírus ou bactérias patogênicas..

O escritório de Thomas Gärtner, chefe de operações corporativas de NAT, parece quase o laboratório de um inventor. As paredes estão cobertas de desenhos de diagramas e figuras de sequências de DNA, e sua mesa está coberta de pilhas de manuais técnicos, relatórios e arquivos normativos que ele consulta com frequência. Mas Thomas, que também é um apaixonado jogador de badminton e amante da natureza, tem tudo menos uma mente caótica. Como biólogo que escreveu sua tese de doutorado sobre a expressão de oncogenes em células de insetos e a caracterização de proteínas, ele gosta de mergulhar nos detalhes, sem perder a perspectiva mais ampla. Ele visa atingir seus objetivos com precisão, eficiência, exatidão e elegância. E ele também espera isso de sua equipe.

Garantindo a segurança viral

Quando Thomas ingressou na Octapharma em 1994, a Octapharma foi confrontada com um desafio que mantinha os fracionadores de plasma e a indústria farmacêutica ocupados desde os anos 1980: como encontrar os melhores métodos e procedimentos para reduzir o risco de transmissão viral através das proteínas plasmáticas e garantir o nível mais alto de segurança viral.

Para a Octapharma, a segurança viral e a avaliação da eliminação do vírus sempre foram áreas de destaque para a segurança do produto. Portanto, há mais de duas décadas que encontrar a melhor maneira possível de garantir a segurança viral era uma meta clara para a empresa. Foi nesse contexto que a Octapharma introduziu o teste de PCR.

Thomas, junto com suas equipes, garante a segurança viral na Octapharma

As técnicas e métodos para o teste de PCR usados na década de 1990 consumiam muito tempo. “Frequentemente, duas execuções consecutivas foram usadas, conhecidas como nested PCR”, lembra Thomas. “Nested PCR é uma modificação da PCR que foi projetada para melhorar a sensibilidade e especificidade, envolvendo o uso de dois conjuntos de primers e duas reações de PCR sucessivas.”

O outro desafio que muitos participantes da indústria enfrentavam era que não havia regulamentos comuns para validação de PCR. Além disso, as empresas tiveram que definir seus próprios padrões internos. “Sem padronização de testes e metodologias de PCR, havia o risco de não conseguir a aceitação por parte das autoridades”, explica Thomas. “Felizmente para a Octapharma, estávamos trabalhando com nossos próprios padrões e materiais de última geração.”

Coragem em nosso sangue

Regressando a 1994, a Octapharma foi pioneira na realização de testes de segurança viral usando ferramentas de teste de PCR para verificar os vírus da hepatite A e C (HAV e HCV), bem como do HIV. “No início, compartilhei o espaço do laboratório com meus ex-colegas PhD e outros membros da equipe de Georg-Speyer Haus (GSH)”, lembra ele. “Mais tarde, em 1997, a Octapharma lançou seu primeiro laboratório de testes de PCR no prédio GSH em Frankfurt am Main.”

No mesmo ano, a empresa fez investimentos estratégicos significativos para desenvolver e colocar em operação testes internos usando a tecnologia vencedora do Prêmio Nobel, sendo o próximo passo para Thomas o de montar uma forte equipe técnica. Com os técnicos a bordo, a equipe pôde então, desenvolver e validar sistemas de PCR internos. “Foi um grande sucesso para todos nós”, diz Thomas. “A Octapharma demonstrou que empreendedorismo, propriedade e coragem estão em nosso sangue.”

Enfrentando o desafio

Em 1999, o teste de PCR de pools de plasma para HCV tornou-se um requisito regulamentar. Em estreita colaboração com Thomas, os métodos de teste de PCR da empresa foram validados e aprovados mundialmente por todas as principais autoridades regulatórias. De fato, o teste de PCR se tornou uma ferramenta padrão para testar a presença de vírus transmitidos pelo sangue em plasma humano e o laboratório de PCR realizou as primeiras análises para liberações em lote de produtos da Octapharma

No final da década de 1990, novas técnicas avançadas de PCR também foram introduzidas, como o método TaqMan, “uma técnica elegante e confiável em tempo real”, explica Thomas. No geral, o método TaqMan foi muito mais rápido e a avaliação mais sensível, precisa e menos trabalhosa.

A Octapharma realiza rotineiramente testes de PCR em todos as pools de plasma para vírus HIV, HAV, HBV e parvo B19, bem como para HCV.

Conforme a Octapharma se expandia, também o trabalho da equipe de testes de PCR crescia. Além da unidade de Viena, a empresa adquiriu unidades de produção em Lingolsheim na França, em Estocolmo na Suécia e Springe na Alemanha, de onde as amostras de plasma de todas estas unidades eram enviadas a Frankfurt para o teste de PCR. Devido ao número crescente de análises, em 2005, era o momento da equipe de PCR se mudar para instalações maiores no Centro de Inovação de Biotecnologia de Frankfurt (FiZ). Desde então, o portfólio de trabalhos realizados com o método PCR continuou a crescer.

Hoje, a Octapharma realiza rotineiramente testes de PCR em todos os pools de plasma para vírus HIV, HAV, HBV e parvo B19, bem como para HCV. Além desses testes no nível do pool de plasma, todas as doações individuais também são testadas.

Ter orgulho de seu trabalho

Ocupando as espaçosas instalações do FiZ, Thomas e sua equipe conseguiram instalar uma gama completa de equipamentos, desde robôs de extração automatizados, à termocicladores em tempo real e outros equipamentos de laboratório modernos. Mas é aqui que a equipe da Octapharma dedicada ao PCR trabalha vigorosamente para fornecer a melhor segurança viral para seus medicamentos no início do processo de produção.

Ulrike Brandt, que ingressou na equipe em 2014, é responsável pela equipe de suporte ao laboratório de PCR. “Nosso trabalho é extremamente versátil. Nós nos concentramos muito na segurança viral e esperamos controles de alta qualidade. Comunicação clara e direcionada, persistência e um forte entendimento das regras de Boas Práticas de Fabricação são as chaves para nosso sucesso ”, explica Ulrike.

Christiane Beckort, especialista em Pesquisa, Desenvolvimento e Validação de Métodos, que ingressou na equipe há mais de 20 anos, considera a atenção aos detalhes e o espírito de equipe o segredo do sucesso da equipe de PCR.

Nas últimas duas décadas, a equipe de PCR sempre entregou no prazo, implementando métodos de PCR sustentáveis e alcançando resultados muito bons em todos os estudos de proficiência. “Hoje, mais de 20 anos após o lançamento do primeiro laboratório de PCR da Octapharma, podemos dizer com segurança que a equipe aceitou o desafio da segurança viral e o dominou. Todos os envolvidos podem estar mais do que orgulhosos de seu trabalho”, conclui Christiane.

Palavras chaves

Relatório Anual

Pesquisa e desenvolvimento